Foto com aparelho celular de uma Iguana - Gerivaldo Neiva
O
amor e o amor que emana de uma Iguana no 1º de maio
Gerivaldo
Neiva
Para Maria Fernanda Sampaio
Hoje
pela manhã,
dia
do trabalhador, não do trabalho,
logo
ao nascer do sol,
(astro-rei
e dono da vida neste minúsculo planeta que habitamos),
saí
para caminhar, observar, contemplar, alimentar a alma e renovar o corpo.
Caminhando,
enquanto pensava em um novo amor e nas lutas históricas da classe trabalhadora
do mundo inteiro,
na
praça aqui perto de casa,
encontrei
Sua Excelência, uma Iguana.
Vivi,
por instantes, a completude da vida:
Sol,
manhã, caminhar, história, lutas, amor e um Iguana para representar a perfeição
da vida em meio ao caos urbano.
(Eu fiquei feliz
por encontrá-la, mas não
acredito que ela
pense o mesmo sobre mim.
Afinal, posso
até não querer matá-la,
mas faço parte
da espécie que destrói o planeta,
nave-mãe de
todas as espécies.
Faço parte da
espécie mais ignorante que o universo já concebeu.
A espécie que
desconhece sua origem,
que mata seu
semelhante por prazer
e que destrói a
própria casa
em busca do
dinheiro e do lucro.)
Enquanto
houver manhãs, no entanto, vou continuar caminhando em busca de Iguanas tomando
banho de sol para aprender com sua sabedoria.
Não
sou mais sozinho e nem serei jamais.
E,
mais do que isso, visto que agora celebro a vida em companhia, vou continuar caminhando
com as crianças, homens, mulheres e Iguanas em busca de um mundo
melhor para todos nós, o mundo da Justiça e da igualdade.
Por
fim, continuar caminhando em busca do meu amor e do amor como a espiritualidade
laica capaz de unir, quem sabe um dia, todos os povos do mundo em uma grande
caminhada ao nascer do sol de um novo tempo.
2 comentários:
“Morre lentamente quem evita uma paixão, que prefere o preto sobre o branco e os pontos sobres os “is”, em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos”.
É sempre bom ver as coisas belas da vida, escondidas nos pequenos detalhes. Acordar o poeta que existe em nós, inspirados pela natureza que nos foi presenteadas por Deus.
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