sábado, 7 de abril de 2012

O que fazer com o coelhinho da páscoa?



Quando publiquei aquela brincadeira em que decretei a prisão de Papai Noel, o professor Gamil Foppel me mandou um e-mail concluindo com a insinuação: “o coelhinho da páscoa que se cuide”.
De fato, o coelhinho está para a Páscoa assim como Noel está para o Natal, ou seja, nada a ver!
Como sabemos, a Páscoa (Pessach) é uma das festas mais importantes do calendário judaico e está relacionada ao êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II. É a passagem da escravidão para a liberdade.
Para os cristãos, a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, depois de crucificado. É também a passagem de Cristo da morte para a vida.
Assim, o sentido maior da Páscoa, seja para cristãos ou judeus, é a passagem, a liberdade...
Uma pesquisa no oráculo da modernidade – o Google – vai apontar inúmeras versões para a introdução do ovo de chocolate e do coelhinho na celebração da Páscoa, mas o certo é que transformou a Páscoa em festa do consumo parecida com o Natal.
Pois é, o problema agora é o seguinte: que fazer com o “coelhinho da páscoa”?
Mandar matar e comer o bichinho, embora não seja um animal em extinção, não combina com o espírito da Páscoa e com minha formação ecológica...
Mandar prender o bichinho também não combina com o sentido de liberdade da Páscoa e com minha formação libertária...
Talvez fosse melhor ignorar o coelhinho e lutarmos juntos pela libertação de todos os povos do mundo de todas as formas de opressão! Isto é a Páscoa!
Então, boa luta para todos, quer dizer, boa páscoa para todos!



Um comentário:

Débora Tavares disse...

Enfim, alguém lúcido neste mundo. Mataram O Cordeiro de Deus, melhor dizendo, Ele se ofereceu por nós, foi o autor de sua história. Revelou quem era no ato de se dar, vivendo entre os homens,porém os contadores de estórias conseguiram metamorfoseá-lo, dando-lhe outra identidade, a de coelho. Pena de prisão perpétua, não para o coelho, mas para os expropriadores da verdade! Feliz páscoa!