domingo, 4 de março de 2012

Os juízes condenam as vítimas


 Gravura do Livro dos Abraços

O Sistema 1

Eduardo Galeano, Livro dos Abraços

Os funcionários não funcionam
Os políticos falam mas não dizem
Os votantes votam mas não escolhem
Os meios de informação desinformam
Os centros de ensino ensinam a ignorar
Os juízes condenam as vítimas
Os militares estão em guerra contra seus compatriotas
Os policiais não combatem os crimes, porque estão ocupados cometendo-os
As bancarrotas são socializadas, os lucros são privatizados
O dinheiro é mais livre que as pessoas
As pessoas estão a serviço das coisas.

6 comentários:

Anônimo disse...

A única frase errada aqui, é "os militares estão em guerra contra seus compatriotas", vez que QUEM está em guerra contra seus compatriotas, é aquela que hoje, ESTÁ presidente e que ONTEM foi anistiada por seus terríveis crimes de guerrilha e terrorismo URBANO, contra seus próprios compatriotas. É só ver os jornais e revistas da época, além de estudar a história do Brasil e consultar um dicionário, para constatar a verdade. Só não enxerga (ou finge não enxergar) a verdade, quem é vermelho.

Anônimo disse...

Que maravilha seria se um dos temas que hoje põe em cheque a atuação judicial fossem apenas os desvios de conduta de alguns poucos. A omissão legislativa sobre os limites de atuação do judiciário acabaram por criar justiceiros. Insatisfeitos com as normas postas por quem legitimamente as criou o Poder Judiciário diuturnamente salta o texto positivado e se faz dono do Brasil. O "livre convencimento do juiz" já se mostrou uma ferramente que dá aos membros daquele poder uma espécie de salvo conduto para impor suas opiniões a despeito do que manda a norma. A falta de provas, diz a lei que requer absolvição. Magistrados que em seu íntimo entendem que o Réu deve ficar preso desconsideram a falta de carga probatória e condenam sem dó, fazendo uma espécie de faxina social.
A existência de provas é fundamentadora de condenação. Magistrados movidos pelos mais variados motivos, inclusive em alguns casos, financeiros, absolvem sem dó. Em ações de guarda a lei diz que deve-se decidir pelo que melhor atenda os interesses da criança e em 90% dos casos a guarda pende a mãe. De duas uma, ou os homens são seres abjetos, ou a magistratura decidiu que a lei foi criada por gente inferior a eles.
O judiciário conseguiu encontrar esbulho possessório a favor de bancos que financiam veículos mas que jamais tiveram a posse direta dos mesmos. Vê ainda esbulho do devedor que não devolve o bem sem jamais ter sido sequer pedido para que isto ocorre-se. Ou eu e alguns poucos desembargadores não sabemos o que é esbulho, ou o judiciário mudou o conceito do instituto sem nos avisar.
Para o judiciário denúncia anônima contra pobre vale e condena, contra rico inviabiliza o processo.
Para o judiciário, um policial que participou da prisão do suposto criminoso pode ser considerada testemunha isenta, como se ele fosse dizer alguma coisa contrária ao seu procedimento. Mais uma vez eu e alguns poucos desembargadores não sabemos o que é isento.
A verdade é que o povo não se preocupa efetivamente com os poucos desvios de verba que ocorrem no judiciário. O que provoca ira é a sequência sem fim de atividade justiceira em contra censo com a justiça.
Em alguns casos é até louvável a tentativa do judiciário de corrigir possíveis erros do legislativo, mas este comportamento sem dúvida trouxe muito mais prejuízos do que paz.

Carlos

Jusweek! disse...

A mentalidade "Brasil colônia"- em que pese depois de muitos e mais alguns muitos anos passados -, ainda permanece encrostado no cerebelo de alguns brasileiros e de certos administradores públicos.

Anônimo disse...

Lendo a sua postagem, de autoria de Eduardo Galeano, me vi contemplada na forma que hoje percebo a realidade que vivo. Cruel constatação, onde a impotência do eu é visível e sofrida, onde a desmobilização e conveniência do que chamávamos coletivo em luta, foi se delineando ao longo dos anos.

Probus disse...

Respeitado magistrado Gerivaldo Neiva, Juiz de Direito,

Por favor, com sua imparcial e legítima visão da jurisprudência e dos percalços do cotidiano do cidadão, como o Senhor vê o Caso Lúcio Flávio?

13/03/2012: Magistrado ataca no Facebook jornalista que denunciou grilagem

Frente às críticas que vem sofrendo no Pará e em todo o país pela maneira como condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto a pagar indenização por danos morais ao latifundiário Cecílio do Rego Almeida, o juiz Amilcar Guimarães, titular da 1ª Vara Cível de Belém, passou a fazer ataques pessoais públicos pela internet.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=177995&id_secao=1

- - - - -

24/08/2010: A carta de Lúcio Flávio Pinto aos blogueiros

O jornalista Lúcio Flávio Pinto, de Belém (PA), é ganhador dos principais prêmios de Jornalismo no Brasil. É um exemplo de ética, coragem, competência e dignidade para todos nós que atuamos na imprensa.

Por falar a verdade contra os poderosos do Pará, responde a vários processos. Desde que eles começaram, Lúcio Flávio procurou oito escritórios de advocacia de Belém. Nenhum aceitou defendê-lo.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-de-lucio-flavio-pinto-aos-blogueiros.html

Probus disse...

Respeitado magistrado Gerivaldo Neiva, Juiz de Direito,

Por favor, com sua imparcial e legítima visão da jurisprudência e dos percalços do cotidiano do cidadão, como o Senhor vê o Caso Lúcio Flávio?

13/03/2012: Magistrado ataca no Facebook jornalista que denunciou grilagem

Frente às críticas que vem sofrendo no Pará e em todo o país pela maneira como condenou o jornalista Lúcio Flávio Pinto a pagar indenização por danos morais ao latifundiário Cecílio do Rego Almeida, o juiz Amilcar Guimarães, titular da 1ª Vara Cível de Belém, passou a fazer ataques pessoais públicos pela internet.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=177995&id_secao=1

- - - - -

24/08/2010: A carta de Lúcio Flávio Pinto aos blogueiros

O jornalista Lúcio Flávio Pinto, de Belém (PA), é ganhador dos principais prêmios de Jornalismo no Brasil. É um exemplo de ética, coragem, competência e dignidade para todos nós que atuamos na imprensa.

Por falar a verdade contra os poderosos do Pará, responde a vários processos. Desde que eles começaram, Lúcio Flávio procurou oito escritórios de advocacia de Belém. Nenhum aceitou defendê-lo.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-de-lucio-flavio-pinto-aos-blogueiros.html