Mão com buquê - Picasso
O
Direito na prática: pessoas são mais importantes do que Leis
Tenho
repetido exaustivamente que o Direito não se resume às leis ou decisões dos
juízes e sei que nem sempre sou compreendido. De fato, certos casos postos à
apreciação de um Juiz fogem completamente à simples aplicação da lei. É preciso
ir além. Sobretudo, é preciso entender e conhecer as pessoas a quem se destina
a decisão judicial.
Nos
vídeos que seguem, ouvi os jovens Vítor e Andreza, protagonistas de uma
polêmica nacional que teve início com a publicação (leia aqui)
da decisão que deferiu o pedido de revogação da prisão preventiva de Vítor.
Em
seguida, ouvi a Sra. Delma, mãe de Andreza, e o Sr. Etevaldo, pai de Vítor.

6 comentários:
Bravo, Doutor!
Firme e avante, suas ações são um referencial pros que carregam o Direito na balança e na interrogação da mudança ou manutençao do status quo.
Abraço!
Prezado Magistrado, bom dia.
Sendo eu um dos críticos da sua decisão, pergunto: quem mentiu nesses vídeos?
A mãe de Andreza que diz que houve um crime "muito fora do normal" ou o acusado, Vitor, que diz que vai provar que não foi?
Me desculpem se sou insensível, me perdoem se acham que sou retrógrado, mas acho que essa moça de 17 anos está iludida por um cidadão que tentou matá-la. Não acreditei nas palavras dele e não me sensibilizei com ele.
Como o Dr. Dráuzio Varella já destacou em seu livro "Estação Carandiru", na primeira conversa com os presos, você sai com a certeza de que todos são inocentes, vítimas de armação da polícia, do advogado, do juiz.
A mãe dela enxerga dessa maneira também, está insatisfeita e teme pela filha, embora respeitando a opção dela.
O pai dele - como não poderia deixar de ser - o defende.
Com o devido respeito, entendo que não há elementos que mudaram meu entendimento sobre o caso, já externado anteriormente.
Repito que respeito seu posicionamento, admiro muitos de seus pensamentos, porém não concordo. Não estou dando "porrada", muito menos acusando o rapaz de ser um "monstro". Estou enxergando um fato - ele tentou matar a moça. Minha perspectiva é da triste estatística vivenciada no meu modesto escritório: 100% das mulheres que atendi, agredidas pelo marido, preferiram não levar adiante as ações, acreditando na "mudança" do cidadão, comovida como o choro dos filhos ou coisa que o valha.
Uma delas morreu, e a absoluta maioria - sei - continua a ser agredida - psicológica e fisicamente.
De toda forma, também torço para que, nesse caso, a estatística se inverta, que Andreza e Vitor encontrem a felicidade. Mas, me reservo o direito de pensar, isso é estatisticamente improvável.
De toda forma, acho admirável a busca do Magistrado pela verdade além da lei e dos Autos, como o colega fez. Por esse prisma, parabenizo pela iniciativa, embora não concorde com a conclusão.
Abraço,
César Vidor - Advogado
Nossa, tem tanta coisa errada nisso aí que nem dá pra comentar.
olha o sofrimento desta mãe! e não é pelo que o rapaz fez com sua filha. ela sofre pelo que muitos de nós sofremos. sofremos pela incompreensão das pessoas, pela falta de bom senso alheio. Sofremos mais pelo preconceito, pelo julgamento precipitado. sofremos pela verdade real que nos é tirada todo dia. apanhamos de todos os lados, por meios de comunicação que bradam aos quatro cantos pedindo "justiça", inflando a população ignorante a ter sede de vingança. Eu me sinto como um Lindemberg que teve sua pena exagerada pelos holofotes, me sinto a mãe de Andreza sofrendo preconceitos e maldizeres. Triste. Lamentável. Continue sendo humano Prof. GErivaldo. Apesar da desilusão, não desistiremos.
olha o sofrimento desta mãe! e não é pelo que o rapaz fez com sua filha. ela sofre pelo que muitos de nós sofremos. sofremos pela incompreensão das pessoas, pela falta de bom senso alheio. Sofremos mais pelo preconceito, pelo julgamento precipitado. sofremos pela verdade real que nos é tirada todo dia. apanhamos de todos os lados, por meios de comunicação que bradam aos quatro cantos pedindo "justiça", inflando a população ignorante a ter sede de vingança. Eu me sinto como um Lindemberg que teve sua pena exagerada pelos holofotes, me sinto a mãe de Andreza sofrendo preconceitos e maldizeres. Triste. Lamentável. Continue sendo humano Prof. GErivaldo. Apesar da desilusão, não desistiremos.
Leiam isso - http://vizekgol.blogspot.com/2012/02/vitor-e-andreza.html?spref=fb
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