domingo, 30 de outubro de 2011

Como a terra necessita o sol e a chuva...




Eu Preciso de Você
Roberto Caros

Eu preciso de você porque tudo que eu pensei
que pudesse desfrutar da vida, sem você, não sei
meu amanhecer é lindo se você comigo está
tudo é muito mais bonito num sorriso que você me dá
Eu não vivo sem você porque tudo que eu andei..
procurando pela vida, agora eu sei
que andei sabendo que em algum lugar te encontraria
pois você já era minha, e eu sabia
Como a abelha necessita de uma flor
eu preciso de você e desse amor
como a terra necessita o sol e a chuva, eu te preciso
e não vivo um só minuto sem você
Eu preciso de você porque em toda minha vida
nem por uma vez amei alguém assim
você é tudo, é muito mais do que eu sonhei pra mim
e é por isso que eu preciso de você

sábado, 29 de outubro de 2011

Missa de 7º dia para Mirany


Missa de 7º dia para Mirany
Domingo, 30 de outubro/11, 08:30h
Igreja Nossa Senhora da Luz
Pituba
Salvador - Bahia


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Luto e dor sem fim


amig@s,
minha companheira há mais de 20 anos, mãe dos meus filhos, minha amada, minha paixão, minha força e minha cúmplice morreu em meus braços ao sofrer, subitamente e ainda sem explicação, uma forte convulsão na madrugada de domingo. Em poucos segundos, a preciosa vida de minha amada escapou de meus braços impotentes e incrédulos.
Nada pode medir a dor que sinto neste momento e sei apenas que preciso continuar vivo para cuidar de meus filhos (Dudu com 16 anos e Ana Clara com 13 anos). São duas pérolas que minha amada me deixou.
As palavras de vocês me confortam, mas preciso me recolher para me reestruturar.
Retorno quando me sentir inteiro novamente, mas não sei quando isso vai acontecer.
Peço desculpas pelos compromissos que havia assumido antes e que não irei cumprir por absoluta falta de condições psicológicas. (X Eged, em Goiás-GO, Congresso de Direito Constitucional em Salvador-BA, Conferência promovida pelo Centro Acadêmico Manoel Mattos  em João Pessoa-PB e Semana de Direito Crítico da Uesb, em Vitória da Conquista-Ba.)
Deixo um forte e caloroso abraço para cada um de vocês e muito obrigado pelas palavras de conforto.
Até um dia!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vídeos à mancheia: rock, criminologia, literatura e... Direito!


A inclusão digital através de uma Internet de qualidade passou a ser uma das exigências para a democratização e diversidade da informação.
A Associação Juízes para a Democracia, por exemplo (AJD), disponibiliza dezenas de vídeos nos programas:
JUSTIÇA E DEMOCRACIA - transmitido ao vivo pela AllTV todas às sextas-feiras, das 11h00 às 12h00. Neste espaço interativo, especialistas e protagonistas da luta pelos direitos humanos expõem suas ideias e contam suas historias.
DIÁLOGO & ALTERIDADE - um espaço de reflexão que reúne associados e amigos com convidados mais do que especiais.
Clique aqui para visitar o site do projeto.
Assista um dos vídeos:


Outra grande iniciativa é o Direito e Literatura, do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unisinos. É um projeto inédito no cenário nacional, com o objetivo de estudar as interfaces entre as duas áreas do conhecimento.
O programa é exibido na TVE-RS e TV Justiça, com a apresentação do professor Lenio Luiz Streck.
Clique aqui para visitar o site do projeto.
Assista um dos vídeos:
 
Por fim, talvez o mais revolucionário dos projetos, o Criminologia de Garagem, desenvolvido por Felipe Moreira de Oliveira (PUCRS), Moysés Pinto Neto (ULBRA) e Salo de Carvalho (UFRGS), editado pelo jornalista Fernando Rotta.
O programa Criminologia de Garagem procura oferecer aos alunos e aos professores das áreas das Ciências Criminais ferramentas para análise e crítica de problemas relacionados com as mais distintas formas de violência. A periodicidade do programa é quinzenal, mas o blog é uma plataforma para constantes debates sobre temas e problemas criminológicos.
Clique aqui para conhecer o blog Criminologia de Garagem.
Assista um dos vídeos:


  PS. Se vc tem conhecimento de outras experiências, divulgue aqui nos comentários...


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O que será do Direito quando o coiote despencar no precipício?


 Desenho animado da Warner Bros Pictures Inc.

O que será do Direito quando o coiote despencar no precipício?

Gerivaldo Neiva *
Ontem fui à livraria “investir” a última verba que dispunha para compra de livros este mês. Na verdade, seguindo péssimo exemplo dos EUA e Europa, acho que não cumpri o compromisso fiscal e já gastei em livros este mês mais do que o orçamento permitia.
Mas o investimento valeu a pena.
Para me situar na discussão sobre a atual crise (financeira ou estrutural?), comprei o livro de Mészáros (A crise estrutural do capital) composto de artigos ainda sobre a crise de 1988, a tal “bolha imobiliária” nos EUA e a falência do banco Lehman Brothers.
Em seguida, depois de consultar várias vezes o orçamento e decidir por alguns cortes em outros setores, investi mais de 100 reais na nova edição, a quarta, do livro Verdade e Consenso, de Lenio Streck. Segundo o autor, “trata-se de um trabalho que representa o conjunto das pesquisas desenvolvidas no âmbito do PPG em Direito da Unisinos desde o segundo semestre de 2005. Nesse espaço de tempo, tive a oportunidade de refinar uma série de conceitos que, no atual estágio das minhas reflexões, precisam ser colocados de modo claro e pontual”.
Já tinha lido a primeira edição de Verdade e Consenso, mas não resisti a tentação folhear logo a nova edição e também refletir sobre o que Lenio Streck tem denominado como Constitucionalismo Contemporâneo.  Assim, vi que o autor continua defendendo de forma veemente a autonomia do direito, a Constituição e criticando a discricionariedade judicial ou um certo ativismo judicial.
Em outras palavras, sustentado no paradigma do Estado de Direito Constitucional, o direito, para não ser solapado pela economia, pela política e pela moral (para ficar apenas nessas três dimensões), adquire uma autonomia que, antes de tudo, funciona como uma blindagem contra as próprias dimensões que o engendra(ra)m. No fundo, a análise econômica do direito (AED) se insere no conjunto de discursos predadores do direito (e de sua autonomia), ao lado da política e da moral. [...] Estes podem ser denominados “predadores externos”; já os “predadores internos” são incontáveis e encontram terreno fértil na dogmática jurídica (senso comum teórico dos juristas) e até mesmo em algumas teorias críticas, valendo referir as teses que pretendem relativizar a coisa julgada, a substituição do direito legislado pela jurisprudencialização e, talvez, o mais perigoso de todos, a discricionariedade judicial (caminho para arbitrariedades). [1]
Ainda inebriado, mas não muito crédulo, com esta possibilidade de resistência constitucional contra os “predadores externos”, a exemplo da análise econômica do direito (AED), folheei também o livro de Mészáros e fiquei logo intrigado ao ler um espécie de profecia do autor. Ora, observem que o texto é de 1988 e ainda não se tinha noção, pelo menos os pobres mortais, da gravidade da atual crise econômica.
Recentemente, vocês tiveram um prenúncio do que eu tinha em mente. Mas apenas um prenúncio, porque a crise estrutural do sistema do capital como um todo – a qual estamos experimentando nos dias de hoje em uma escala de época – está destinada a piorar consideravelmente. Vai se tornar à certa altura muito mais profunda, no sentido de invadir não apenas o mundo das finanças globais mais ou menos parasitárias, mas também  todos os domínios da nossa vida social, econômica e cultural. [2]
Assim, minha fé na resistência do Estado de Direito Constitucional ficou mais abalada ainda diante da concretização da profecia de Mészáros. Ora, a crise vai se tornar tão grave a ponto de “invadir os domínios da nossa vida social, econômica e cultural”? Os Estados Nacionais, incluído aí os emergentes como o Brasil, resistirão às consequências dos remédios ministrados pelo FMI e Banco Mundial? Nossa Constituição e nossas garantias fundamentais suportarão tanta pressão? O Direito, como defende Lenio Streck, vai funcionar com uma “blindagem” contra tudo isso?
Pois bem, para relaxar de leituras tão angustiantes, naveguei na Internet e também não resisti a tentação de ler outros intelectuais sobre o mesmo assunto. Daí, sobre capitalismo e democracia, li a “Carta às esquerdas”, de Boaventura de Sousa Santos, e o discurso de Slavoj Zizek aos jovens acampados no protesto Occupy Wall Street.
Vamos lá!
Boaventura de Sousa Santos (Carta às esquerdas):
O capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, ele a reduz à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas.
Slavoj Zizek (Discurso no Occupy Wall Street):
Todos conhecemos a cena clássica do desenho animado: o coiote chega à beira do precipício, e continua a andar, ignorando o fato de que não há nada por baixo dele. Somente  quando olha para baixo e toma consciência de que não há nada, cai. É isto que estamos fazendo aqui. Estamos a dizer aos rapazes de Wall Street: “hey, olhem para baixo!” [...] O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou.
O resultado é que fiquei mais angustiado ainda depois dessas duas últimas leituras. De um lado, a incerteza com relação ao futuro da democracia e, de outro, a certeza de que, ao lado da democracia, um Direito comprometido com os pobres e excluídos e voltado para o cumprimento das promessas da Constituição, também não deve ter tanta importância assim para o capitalismo.
Estou em dúvida, por fim, se meu investimento em livros foi tão bom assim. Não teria sido melhor investir em vinhos e discos?

            * Juiz de Direito (Ba), membro de Associação Juízes para a Democracia (AJD), 19.10.2011.


[1] Streck, Lenio Luiz. Verdade e Consenso. 4ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 212.
[2] Mészáros, István. A crise estrutural do capital. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 17.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

O fim de “Morde e Assopra” e o mundo imaginário dos juristas



O fim de “Morde e Assopra” e o mundo imaginário dos juristas

Gerivaldo Neiva *

Dia desses, navegando sem muito rumo na Internet, deparei-me com a notícia de que um novo mundo, com dinossauros e tudo, teria sido descoberto no interior do planeta terra. Segundo o relato, exploradores de caverna, em busca do fóssil da cabeça de um dinossauro, teriam encontrado este mundo fantástico após caírem em um lago profundo no interior de uma caverna.
Os noveleiros e noveleiras de plantão já sabem que este fato aconteceu no último capítulo da novela “Morde e Assopra”, da Rede Globo. Na pobre ficção global, os personagens encontraram a cabeça do dinossauro e, de quebra, a heroína reencontrou os pais, isolados neste mundo fantástico há muitos anos, e ainda trouxeram para a superfície uma mochila carregada de diamantes.
A ficção é pobre e sem o menor sentido. Apesar de localizado no centro da terra, no lugar encontrado existia luz e plantas. Como assim? De onde vem esta luz? Como ocorre a fotossíntese sem o sol? E o oxigênio, como era renovado? Ora bolas, em novela nada disso interessa e o telespectador se satisfaz com o final feliz e já dorme pensando na próxima novela. Muita parecida, aliás, com o enredo “daquela” outra novela que nem lembramos mais o nome.
Este mundo absurdo, desprovido de qualquer sentido real, no interior do planeta e distante, portanto, da vida nua, da poluição, da pobreza, da marginalidade e da violência urbana, lembrando Warat, fica parecendo aquelas fotografias de casamento em que os recém casados posam diante de um belo painel ou os bolos de casamento feitos de papelão nas cerimônias de casamento em Cuba. Em ambos os cenários, tal qual no mundo fantástico de “Morde e Assopra”, todos sabem que a paisagem por trás dos recém casados não é real e que o bolo é de papelão e serve apenas para compor a fotografia do casamento. Verdadeiros ou não, para a posteridade, no entanto, vão figurar como se fossem reais. Nossos olhares e mentes, como inebriados, serão absorvidos pela ilusão e o que era mentira torna-se verdade. Assim, de fato, os recém casados posaram diante de um palácio real e o bolo de casamento estava uma delícia.
Mas o que tem a ver os juristas com o final da novela e com as ilusões fotográficas? Será o mundo dos juristas também irreal e suas paisagens e autos de processos se comparam à suntuosidade dos plenários de tribunais e bolos de papelão? Enfim, os juristas vivem, ou não, uma grande ilusão? Encontrarão, um dia, a paz perpétua, ou melhor, sua cabeça de dinossauro?
Roberto Aguiar, professor da UNB, elencou as situações que caracterizariam o “Imaginário dos Juristas”:
1) O mundo harmônico – os juristas vivem um paradoxo: seu cotidiano está marcado pelo contraditório, mas sua ideologia conservadora está sempre reafirmando a harmonia do mundo;
2) A vontade e o livre arbítrio – este entendimento arranca o direito e os sujeitos da sociedade real e os joga num limbo incolor dos ritos, prazos e medidas, expressão única do direito para quem o entende como lei estatal;
3) O Estado perene e benfazejo – como o direito só existe como expressão estatal, ele não existiu antes da emergência do estado;
4) A coação está nas sanções – os juristas não sabem que a sociedade concreta pode sancionar o ser dos sujeitos por via dos conteúdos das normas, que são frutos das hegemonias advindas das correlações de força reais;
5) A indissolubilidade entre direito e Estado – os juristas só entendem como direito aquele citado pelo Estado;
6) O sujeito de direitos: uma abstração – o sujeito de direito passa a ser o autor, réu, impetrante, indiciado, impugnado, mas nunca gente ou ser humano concreto;
7) Os autos: quintessência do mundo – o que não está nos autos não está no mundo (harmônico e coordenado pelo Estado);
8) Liberdade é dominação – minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Esquecem, no entanto, que os espaços, vontades e liberdades são desiguais
9) Entre a pureza e a ignorância – normativismo kelseniano e deslavado senso-comum, que não é universal e nem comum a todos;
10) Neutralidade e assepsia – o direito e sua doutrina são neutros e assépticos;
11) A história: uma invenção dos filósofos – a história dos homens como instituidora  do real é um problema para os filósofos, e não para os homens práticos e realistas que labutam na justiça;
12) A transparência padronização da linguagem – os juristas trabalham com uma linguagem padronizada, onde não há lugar para o estranhamento;
13) A sociedade: um problema não jurídico – sociedade é coisa para sociólogos, para políticos, e não para juristas que trabalham no mundo limpo e são das normas;
14) Os poderes: uma questão interna – os poderes, para os juristas, só são aqueles previstos pelo ordenamento;
15) A técnica contra a crítica – jurista estão se tornando técnicos na manipulação das normas postas. Outros poderes são solenemente ignorados;
16) produzir juridicamente: doutrina, norma e repetição – em cada ramo do direito existem meia dúzia de iluminados que são incansavelmente citados para respaldar os argumentos esposados pelo autor do trabalho. Aliás, entre os juristas há uma rede de citações recíprocas... Cada editora tem seu jurista de plantão... Não há direito para os juristas. O que existe são leis. Logo, nossas faculdades não são de direito, são escolas técnicas de leis. Isto significa que está na hora de criarmos cursos jurídicos no Brasil. [1]
Este texto é de 1993,  mas continua atualíssimo e a meu ver caberia apenas adaptá-lo aos avanços da tecnologia. Coisas do tipo: copiar e colar; milhares de petições, contratos e sentenças em “pendrives”; cumprimentos de metas pelos juízes determinadas pelo CNJ; a prevalência da técnica e da eficiência em detrimento do fim, ou seja, da realização da justiça etc.
Querem mais confusão e realidade em lugar de um parque de dinossauros no interior da terra, painéis para fotos de casamento e bolos de papelão? Então, vamos lá!
Em “A Rua Grita Dionísio”, Warat desafia nossa capacidade de pensar o Direito com esta provocação: “O Estado de Direito também é um Estado de Exceção”. Como assim, Warat? Você está louco? Não, Warat não está louco. Loucos, na verdade, somos nós.
Toda decisão é um estado de exceção produzido em nome do Estado de Direito, que é também um estado de exceção. O Direito é um estado de exceção com relação ao conflito entre as pessoas. Quando aquele que decide é um terceiro distante do conflito, que decide porque é um órgão do Estado que tem a possibilidade delegada de exercer a o monopólio da coerção devida, estamos diante de um órgão executor de um Estado de exceção camuflado. O louco é que nenhum operador do Direito vê esse Estado de exceção. Conseguem ver outras coisas muito próximas a um delírio de grandeza. Inclusive muitos vão ficar profundamente indignados ao lerem isso. Para todos eles, para a grande maioria dos operadores tradicionais, eu serei, sem nenhuma dúvida, o único delirante. [2]
Por fim, enquanto nos imaginamos protegidos por um Estado de Direito, o mundo vive o seu próprio Estado de Exceção: em meio a ganância do capital, da pobreza, da fome, da violência e da desigualdade social, os jovens ocupam as praças e marcham por todos os tipos de desejos, prazeres, direitos e democracia real. Alheios à isto, os juristas continuam preparando, como se isso fosse a Justiça, os painéis para as fotos de casamento e confeccionando bolos de papelão para ornamentarem as mesas festivas de cerimônias de casamento. Como coadjuvantes deste imaginário, as “escolas técnicas de leis”, que se autodenominam Faculdades de Direito (respeitando raras exceções), continuam formando os técnicos que irão colaborar na composição da cena e também posarem como figurantes na fotografia. 
E assim, enquanto segue a vida nua, “Morde e Assopra” termina com muitos casamentos e bebês. Não precisa lamentar. Na próxima segunda-feira vem mais uma novela e nosso imaginário, de juristas ou não, será, mais uma vez, densamente povoado e continuaremos incansáveis na busca da paz perpétua, a cabeça do dinossauro.
Imitando a última tela: FIM.
Pera aí!! Antes de desligar a TV: e quais são os caminhos vislumbrados??
... Este bem que poderia ser o tema e o enredo da próxima novela, né?

* Juiz de Direito (Ba), membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD), em 18.10.2011.



[1] Aguiar, Roberto. O Imaginário dos juristas. In Revista de Direito Alternativo. Vol 2. São Paulo: Editora Acadêmica, 1993, p. 19 a 26.
[2] Warat, Luis Alberto. A rua grita Dionísio. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2010, p. 83.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Encontro de juízes blogueiros nas terras de Gláuber Rocha


Eu estarei lá...



Maiores informações com
Xandó (77-8805-1313), Izadora (77-9142-1469),
Guilherme (77-9973-5119) ou Bárbara (77-8814-4737)


domingo, 16 de outubro de 2011

Batuqueiros e dançarinos invadiram o Fórum de Coité


No dia 11 de outubro, véspera do dia da criança e de Nossa Senhora Aparecida, em Conceição do Coité (Ba), região sisaleira da Bahia (210 km de Salvador), no pátio do Fórum Durval da Silva Pinto, aconteceu o 1º Sarau Social de Conceição do Coité. Apresentaram-se crianças e adolescentes participantes das ações sociais desenvolvidas no município, apoiadas pelo poder público e comunidade.
O Sarau foi registrado e será divulgado em um DVD, que será vendido e a renda destinada aos projetos que se apresentaram.
Antes disso, apenas para aumentar a expectativa, compartilho com @s amig@s duas apresentações registradas amadoristicamente. No primeiro vídeo, o balé organizado pelo pessoal do CRAS - Alto do São João, apresentando a coreografia “Levada Afro”. No segundo, a apresentação das bandas Batuque de Surdos (organizada pela APADA-Ba e composta por adolescente deficientes auditivos) e banda Batuque Social, projeto do músico Ramon Silva.
É só um tira-gosto. A qualidade não é das melhores, mas é possível sentir a emoção que foi o Sarau.




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mediação é / Mediação não é



Toda mediação, copiando Clarice Lispector, é feita de infinitos detalhes com que se tem que ter cuidados.
A mediação, ainda que a consideremos como um recurso alternativo do judiciário, não pode ser concebida com as crenças e os pressupostos do imaginário comum dos juristas. A mentalidade jurídica termina convertendo a mediação em uma conciliação.

Mediação é
Mediação não é
A inscrição do amor no conflito
Uma resolução psico-analítica dos conflitos
Uma forma de realização da autonomia
Um litígio
Uma possibilidade de crescimento interior através dos conflitos
Um modo normativo de intervenção nos conflitos
Um modo de transformação dos conflitos a partir das próprias identidades
Um acordo de interesses
Uma prática dos conflitos sustentada pela compaixão e pela sensibilidade
Um modo de estabelecer promessas
Um paradigma cultural e um paradigma específico do Direito

Um Direito da outridade

Uma concepção ecológica do Direito

Um modo particular de terapia

Uma nova visão da cidadania, dos direitos humanos e da democracia


Warat, Luis Alberto. O ofício do mediador. Florianópolis: Fundação Boiteux, 2004, p. 67

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As emoções do 1º Sarau Social de Conceição do Coité

 O maestro Josevaldo regendo a Orquestra Santo Antônio
 Tenho ainda tantos sons e imagens na cabeça que poderia escrever um livro sobre o 1º Sarau Social de Conceição do Coité, no pátio do Fórum Durval da Silva Pinto, na noite de ontem (11.10).
Não vou fazer isso agora. Vou deixar por conta das imagens. 

 O músico Ramon Silva regendo o Batuque de Surdos e o Batuque Social

Orquestra Santo Antônio e Canto dos Pássaros

Projeto Mundo Capoeira - Mestre Samuray

Balé Projovem Adolescente

Balé Projovem Adolescente

Balé Projovem Adolescente

Ramon Silva animando a festa de encerramento

Mais imagens no facebook (http://www.facebook.com/gerivaldo.neiva) e no flickr (http://www.flickr.com/photos/gerivaldo/ )

Leia mais e veja mais imagens no site Calila Notícias




terça-feira, 11 de outubro de 2011

1° Sarau Social de Coité - Programação Oficial



1° Sarau Social de Conceição do Coité
11 de outubro de 2011, 17h
Pátio do Fórum Durval da Silva Pinto
Conceição do Coité  Ba.

CONVITE

O 1° Sarau Social de Conceição do Coité vai acontecer hoje (11.10), véspera do feriado, a partir das 17h e sem hora para terminar, no pátio do fórum Durval da Silva Pinto, Praça Porcina Rosa de Araújo.
Estarão se apresentado crianças e adolescentes assistidos por projetos sociais desenvolvidos no município de Conceição do Coité (exceto a banda Batuque de Surdos), seja com apoio da comunidade ou do poder público.
O evento será no pátio do fórum da comarca e a escolha do local tem como objetivo destacar o papel social da Justiça e inaugurar o pátio do fórum de Coité como um espaço de acolhimento e de alegria.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL

17:30h – Grande Roda de Capoeira do projeto Mundo Capoeira – Mestre Samuray
18:00h – Abertura Oficial – Dr. Gerivaldo (Juiz de Direito) e Renato Souza (Prefeito)
18:10 – Mensagem de abertura – Poesia dramatizada por Rayane e Taysla
18:20 – Apresentação do Batuque de Surdos (Apada – Salvador)
18:40 – Apresentação do Batuque Social (Ramon Silva – Coité) + Batuque de Surdos
19:00 – Apresentação de Thiale - Cantora mirim de Coité
19:20 –Apresentação do projeto Canto dos Pássaros (CRAS – Salgadália) e Jovens Talentos (CRAS – Matadouro)
19:30 – Declamação de  poesia por Vaniquele (Projeto Jovens Talentos)
19:35 – Apresentação da Orquestra Santo Antônio de Música
19:50 – Apresentação do Batuque Social (Alto São João – CRAS) com o Balé do Projovem Adolescente (Levada Afro)
20:00 – Apresentação do Balé Projovem Adolescente (Quilombo América)
20:15 – Apresentação do Balé Jovens Talentos (CRAS – Mansão)
20:30 – Grande festa de encerramento (Batuque de Surdos, Batuque Social, Balé e público presente)
Esperamos por vocês.