quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Orquestra de Coité no Jornal Nacional (Globo)




Do site do Jornal Nacional
BA: orquestra sinfônica formada por crianças é atração de um bairro pobre.
O único adulto do grupo de Conceição do Coité é o maestro Josevaldo. A ideia de criar a orquestra foi da professora Valdete, que conta com o apoio financeiro do irmão que mora nos Estados Unidos.
A determinação de alguns brasileiros levou música erudita até uma cidade do semiárido baiano. E esse esforço é o resultado da beleza de povo que o Brasil tem.
Se deixar, ela passa o dia inteiro tocando. O violino, que só conhecia de ouvir falar, é companhia quase inseparável nessas férias.
"A primeira vez que fui apresentado a ele já gostei só de ver. Quando tirei o primeiro som, me apaixonei", conta Íris, de 14 anos.
A paixão de Michaela, que tem nove anos, é pela flauta transversal. André e Letícia, pelo violoncelo.
"Meu pai no começo não gostava, porque é um instrumento que só faz base. Aí, eu disse: ‘Mas, painho, é um som bonito, eu gostei, eu vou fazer’", relata Letícia, de 15 anos.
Hoje, ela se orgulha de fazer parte da orquestra infantil do bairro, um dos mais pobres da cidade de Conceição do Coité, no semiárido baiano.
O único adulto do grupo é o maestro Josevaldo, um autodidata que sabe ler partituras e compor arranjos.
"O grande desafio pra mim foi adaptar o meu conhecimento musical, que era só de ouvido, pra parte teórica. Então, foi aí que eu fui buscar me instruir e aprender a ler e a escrever música para poder passar pras crianças", explica o músico Josevaldo Silva.
A ideia de criar a orquestra foi da professora Valdete. O apoio financeiro vem de uma feijoada que o irmão dela, padre Antônio, faz em sua paróquia nos Estados Unidos.
"Todo ano ele faz essa feijoada em New Jersey. E, com o dinheiro que ele arrecada e manda pra cá, a gente mantém o projeto aqui", informa a professora Maria Valdete Silva.
Com a última feijoada deu pra comprar o contrabaixo, mais dois violoncelos, cinco violinos. Ainda faltam instrumentos de sopro, de percussão...
Falta também um lugar apropriado para ensaiar, que por enquanto é no quintal de uma casa. Agora, o que nunca falta lá é vontade de aprender e de tocar.
Por enquanto, a orquestra tem 40 jovens músicos. E há outros 40 esperando a chegada de mais instrumentos.
E eles vão a pé para o concerto de férias do teatro da cidade. No repertório, sucessos regionais e clássicos da música erudita.

6 comentários:

HEIDER SANTOS disse...

muito lindo é um orgulho para nós que acompanhamos este projeto só temos a agradecer a Deus e a todos que nos ajudam a realizar este sonho !!!obrigado


HEIDER SANTOS

Projeto Santo Antônio de Música disse...

Depois que o Jornal A tarde publicou a matéria de Glauco Wanderley, chegamos até a Globo. Vamos em frente pessoal. Abraços!

José Cristovam disse...

Isso deixa nos deixa mais orgulhosos de sermos o que somos de verdade: nordestinos e coiteenses de fibra. Conheço a família do maestro. É humilde e conseguiu educar os filhos com dignidade e respeito e amor às coisas boas

TEONES ARAUJO disse...

Parabens aos coordenadores e voluntários do projeto social que se tornou exemplo para o Brasil. Afinal, Coité apareceu na midia através de uma iniciativa brilhante, de carater socio-cultural, que orgulha a todos nós coiteenses.

RENO VIANA disse...

Parabéns ! É muito bom ver uma cidade baiana na mídia por razões positivas.

Anônimo disse...

Fiquei emocionada com o documentario, ja mandei um e-mail para o maestro. Tenho uma filha que teve todas as oportunidades aqui nos EUA. Ela e cantora lirica, estudante do primeiro ano de Musica na Univ. de Mass.
Quero dividir tantas bencaos com este projeto.