domingo, 12 de julho de 2009

Têmis tem três filhas: Equidade, Lei e Paz


Têmis, filha do céu e da terra, ou de Urano e de Titéia, era irmã mais velha de Saturno e tia de Júpiter. Diz a fábula que ela queria guardar sua virgindade, mas que Júpiter a obrigou a desposá-lo, e que a tornou mãe de três filhas, a Equidade, a Lei e a Paz.

Considera-se também Têmis como a mãe das Horas e das Parcas. No Olimpo, essa deusa estava sentada ao lado do trono de Júpiter; auxilia ao deus com os seus conselhos que são todos inspirados pela prudência e pelo amor da justiça. Preside ou assiste as deliberações dos deuses. Júpiter a encarrega das causas mais difíceis e importantes missões. Olhavam-na como a deusa da Justiça, cujo nome lhe deram.

Desde a sua origem, teve amplos templos onde pontificavam os oráculos. No Monte Parnaso, da sociedade com Télus (a Terra) possuía um oráculo; cedeu-o mais tarde a Apolo de Delfos. Predizia o futuro, não somente aos homens, mas também aos deuses. Foi ela quem revelou o que as Parcas ordenaram sobre o filho que de Tétis devia nascer. Impediu que Júpiter, Netuno e Apolo desposassem essa nereida, pela qual estavam apaixonadas, porque ela devia ser mãe de um filho mais forte do que o pai.

Seus atributos ordinários são os da justiça: a balança e a espada, ou um feixe de machados, cercados de varas, símbolo de autoridade entre os romanos. Uma das mãos sobre a extremidade de um cetro é ainda um dos seus atributos. Algumas vezes representam-na com os olhos vendados, para designar a imparcialidade que convém ao caráter do juiz.


In COMMELIN, P. Nova mitologia Grega e Romana. Belo Horizonte: Itatiaia, 1983, p. 71.

2 comentários:

Sérgio Aquino http://lattes.cnpq.br/1318707397090296 disse...
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Sérgio Aquino http://lattes.cnpq.br/1318707397090296 disse...

Caro Genivaldo

O quão esclarecedor são os múltiplos sginficados oferecidos pelo diálogo do Direito com outros ramos do conhecimento, especialmente a Mitologia, pois, em momento algum, abdicamos da metáfora como possibilidade de desenvolver e explicar determinados fenômenos que passarão ter a alcunha de científicos. Entretanto, apesar dos "avisos" explícitos nesses estudos, os operados do direito parecem, cada vez mais, distanciarem-se desses signficados e abraçar sempre a causa economica como a tábua de salvação da humanidade. O Professor Paulo Ferreira da Cunha, assim como você, afirma que no Vaticano, na stanza della segnatura, com os afrescos de Rafael Sanzio, existe uma pintura com as três virtudes humanas que, também, justificam a paz, a equidade e a lei, quais sejam: temperança, prudência e fortaleza.
Grade Abraço!