
Por que me importar com os arroubos divinos do caquético bispo Sobrinho se ainda temos o profeta Casaldáliga?
O primeiro se esquece que toda lei, mesmo aquelas que ele diz que são de Deus, foram escritas e positivadas pelos homens e que seu colega, o bispo Sardinha, o primeiro do Brasil, foi banqueteado pelos Caetés, em 1556, na Barra de São Miguel, costa do atual estado de Alagoas. Aliás, Sobrinho rima com Sardinha?
O segundo, muito mais cristão do que católico, nos convida a continuar acreditando e sonhando com a utopia...
“Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em quem acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. "Meu Deus, me deixa ver a Deus?". Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo interreligioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta. Exigiremos, corrigindo séculos de descriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz. Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura, samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade.....” (leia mais)
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