No primeiro painel da manhã de sábado, a Desembargadora Federal Consuelo Yatsuda proferiu palestra sobre “Sustentabilidade pan-amazônica, direitos fundamentais e atuação do Poder Judiciário”.
Em suma, a Desembargadora apresentou, de forma didática, as questões que envolvem a discussão da sustentabilidade e a atuação do Poder Judiciário, defendendo um modelo que vise estancar o desmatamento, recompor as áreas degradadas e que envolva os aspectos econômico, ambiental e social.
Em seguida, o Desembargador Federal Vladimir Passos de Freitas causou impacto positivo ao abordar, de forma polêmica, o tema “O papel do Poder Judiciário na proteção do meio ambiente.” Segundo o palestrante, depois dos anos 70 e início dos anos 80, o Juiz foi obrigado a deixar de julgar conflitos essencialmente individuais para enfrentar ações coletivas, políticas públicas, conflitos econômicos e, contemporaneamente, problemas ambientais relacionados à água, resíduos poluentes, qualidade do ar e proteção às populações tradicionais.
No entanto, os juízes não tiveram formação em Direito Ambiental e não estão suficientemente preparados para enfrentar as novas demandas, vez que muitas vezes precisa recorrer a outras áreas do conhecimento e não tem a sensibilidade necessária para entender o conflito PIB x IDS, ou seja, a necessidade de crescimento econômico com índice de desenvolvimento social.
Ao final, o palestrante defendeu a inclusão da questão ambiental nos currículos das faculdades de Direito, nas escolas de magistratura; gestão ambiental nos tribunais de justiça e criação de varas especializadas.
A grande expectativa, absolutamente correspondida, ficou por conta da participação da ex-Ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva.
A senadora Marina Silva tem um carisma excepcional, fala com serenidade, mas com firmeza e autoridade de quem conhece profundamente a floresta amazônica. De forma contundente, a senadora apresenta números estarrecedores sobre o meio ambiente e causa impacto ao afirmar, por exemplo, que a floresta amazônica é responsável por boa parte das chuvas que caem em outras regiões do país e que sua destruição causará seca e desertificação no sul e sudeste do país e até mesmo em outras regiões do mundo.
Discorrendo sobre a atual crise financeira, a senadora Marina Silva ironizou ao afirmar que atualmente os economistas estão preocupados com taxas de crescimento em torno de 2 ou 4 por cento, mas que a alteração no sistema climático poderá causar perdas de até 20% do PIB mundial, resultando em milhões de desempregados e catástrofes inimagináveis.
No final, a senadora Marina Silva, apresentou e defendeu as dimensões que devem nortear o desenvolvimento sustentável: econômica, ambiental, social, cultural, estética, política e ética.
Concluindo, convidou a todos para o diálogo com respeito às diferenças, entendendo que “debate” resulta em vencedores e perdedores, enquanto o diálogo constrói.
Em suma, a Desembargadora apresentou, de forma didática, as questões que envolvem a discussão da sustentabilidade e a atuação do Poder Judiciário, defendendo um modelo que vise estancar o desmatamento, recompor as áreas degradadas e que envolva os aspectos econômico, ambiental e social.
Em seguida, o Desembargador Federal Vladimir Passos de Freitas causou impacto positivo ao abordar, de forma polêmica, o tema “O papel do Poder Judiciário na proteção do meio ambiente.” Segundo o palestrante, depois dos anos 70 e início dos anos 80, o Juiz foi obrigado a deixar de julgar conflitos essencialmente individuais para enfrentar ações coletivas, políticas públicas, conflitos econômicos e, contemporaneamente, problemas ambientais relacionados à água, resíduos poluentes, qualidade do ar e proteção às populações tradicionais.
No entanto, os juízes não tiveram formação em Direito Ambiental e não estão suficientemente preparados para enfrentar as novas demandas, vez que muitas vezes precisa recorrer a outras áreas do conhecimento e não tem a sensibilidade necessária para entender o conflito PIB x IDS, ou seja, a necessidade de crescimento econômico com índice de desenvolvimento social.
Ao final, o palestrante defendeu a inclusão da questão ambiental nos currículos das faculdades de Direito, nas escolas de magistratura; gestão ambiental nos tribunais de justiça e criação de varas especializadas.
A grande expectativa, absolutamente correspondida, ficou por conta da participação da ex-Ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva.
A senadora Marina Silva tem um carisma excepcional, fala com serenidade, mas com firmeza e autoridade de quem conhece profundamente a floresta amazônica. De forma contundente, a senadora apresenta números estarrecedores sobre o meio ambiente e causa impacto ao afirmar, por exemplo, que a floresta amazônica é responsável por boa parte das chuvas que caem em outras regiões do país e que sua destruição causará seca e desertificação no sul e sudeste do país e até mesmo em outras regiões do mundo.
Discorrendo sobre a atual crise financeira, a senadora Marina Silva ironizou ao afirmar que atualmente os economistas estão preocupados com taxas de crescimento em torno de 2 ou 4 por cento, mas que a alteração no sistema climático poderá causar perdas de até 20% do PIB mundial, resultando em milhões de desempregados e catástrofes inimagináveis.
No final, a senadora Marina Silva, apresentou e defendeu as dimensões que devem nortear o desenvolvimento sustentável: econômica, ambiental, social, cultural, estética, política e ética.
Concluindo, convidou a todos para o diálogo com respeito às diferenças, entendendo que “debate” resulta em vencedores e perdedores, enquanto o diálogo constrói.
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