quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Centro Luis Alberto Warat em Salvador


Sexta-feira, 24.10, participamos de reunião em Salvador para discussão sobre a possibilidade de implantação de um Centro de Estudos Luis Alberto Warat - Centro LAW.
A impressão da reunião, nas palavras do próprio Warat:

"Ayer por la manana se efectuo en el Hotel Vilamar la reunion constitutiva del Centro de Estudos LAW de Bahia. Con presencia, podria decir perfecta.Todos los invitados vinieron y los que no pudieron, gentilmente, comunicaron su dificultad de agenda y reiteraron su deseo de incorporarse.
Se dieron varios pasos en al organizacion. Se eligio una comision administradora colectiva, cuyos miembros posto manana. Todo el mundo colaborando, muy predispuestos al hacer. La temperatura emocional fue elevada. Me recordaba el clima de afectvidad que circulaba en los encuentros de Metodologia de la Ensenanza del Derecho que convocaba ALMED. No podia esperarse otra cosa de un Centro de Estudios que sostiene como su principal bandera pedagogíca la necesidad de priorisar el sentimiento a la busqueda de verdades trascendentes. De toda maneras ,el estilo de ser y el modo de expresarlo del Centro de Estudos LAW SERA UNA CONSTRUCCION COLECTIVA. Por eso a los participantes del seminaio de ayer en Salvador les pid0 que envien al blog sus impresiones y sensaciones. Pueden mandarlas a mi email que las postere ,en el blog, lo mas rapido que pueda.
La proxima reunion esta marcada para el viernes 31 de octubre, a las 11 horas. Abrazos para todos. Un beso del gordo. LAW"


1 comentários:

Ercules Bonfim (direito - Unijorge) disse...

A rara reflexão sobre essa menina das balinhas de café espanta-me, e dois são os motivos: a tristeza de saber que muitas meninas como essa nascem todos os dias, e a alegria em acreditar que a utopia, citada pelo autor em referência a Warat, será transformada em realidade, promovendo a disseminação, no seio do judiciário, de sentimentos tais quais percebidos em tão bem escritas linhas.
É surpreendente a preocupação que nos aflige quando, muitas vezes, imaginamos a quebra das bolsas ou a redução do lucro de certas multinacionais de bilhões para alguns milhões de dólares, e somos incapazes de nos comovermos com as deploráveis cenas que se mostram à nossa porta. Somos pegos, não raramente, querendo ajeitar o mundo, contudo somos incapazes de ajudar o nosso vizinho. E é nesta direção que o Prof. Gerivaldo apresenta seus comentários. Refere-se à possibilidade de usarmos o direito para, muito mais que aplicá-lo na sociedade, compreendermos a própria realidade social a qual estamos inseridos. Vale ressaltar, essa compreensão só será bem feita quando juntarmos aos conhecimentos jurídicos a ajuda de outras ciências importantes, para uma análise mais acurada do conflito humano, pois o direito sozinho não conseguiria fazê-lo.
Outra percepção que não se pode deixar de notar, é o exemplo de magistrados como este, bem como o de Drª Antônia Faleiros, da Comarca de Mucuri/BA. São ações/exemplos que me fazem crer numa nova era. Numa era de transformação social, não na base, mas no topo; transformação social não daqueles que sempre sofrem o “mau agouro”, mas daqueles que fazem o fato acontecer. Às vezes esquecemos, e eles também, que juiz é povo. O certo é que eles são.
Gostaria que mais meninas de balinhas de café fossem vistas, pensadas e, sobretudo, modificadas. Que sob a égide da ética jurisdicional, pessoas sejam transformadas para melhor, para condições mais humanas, dignas das letras “vivas”, que devem ser, da nossa Carta Magna. Ser humano é ser gente de carne e osso, que se comove, que contempla, que é capaz de sorrir e de chorar. E é com esse sentimento, não barato, mas impagável, que humaniza uma toga, que se faz necessário para o alcance do direito em sua plenitude.
A prática sensata de uma justa justiça é exercitada quando somos capazes de adequar a letra fria da lei às mãos cálidas de gente que olha através da sua própria janela e vê que na sua frente tem uma menina com balinhas de café.