domingo, 5 de agosto de 2007

Sentença "O Celular do Carpinteiro"


Processo Número: 0737/05
Quem Pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e Starcell Computadores e Celulares.

Vou direto ao assunto.
O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais.
Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza!
Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!
Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens.....Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente!
Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.
Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.
Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador.” Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito diz que não tem conserto....
Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da “incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível – Necessidade de prova técnica.” Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?
Disse mais a Simens: “o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto.” Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso.
O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo!
A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de “legitimatio ad causam”, também por motivo do “vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias” e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então “allegatio et non probatio quasi non allegatio.”
E agora seu Gregório?
Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!
Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: “leve dois e pague um!” Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!
Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!
Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar!
Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando!
Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!
Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer a assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.
À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!
A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.
Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.
Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!
Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu “extra petita”, quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.
No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.

Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito

43 comentários:

Ivonete Almeida disse...

Muito mais que ser juiz, este profissional é um ser humano que faz de sua profissão um caminho para a compreensão de seus semelhantes.
Muito mais que uma sentença... uma comunicação na qual o emissor preocupado com o repertório do seu receptor, utiliza códigos inteligíveis pelo mesmo.
Parabenizo o ilustre magistrado pelas suas sentenças, crônicas e por mais este espaço de discussão.

Marco Antonio Castro Costa disse...

Exmo. Dr. Gerivaldo

Sou Advogado e professor universitário, estando concluindo o mestrado em Políticas Públicas e Sociedade na Universidade Estadual do Ceará.
Minha área de pesquisa é o Direito do Consumidor e estou fazendo minha dissertação.
Parabenizo-o pela sentença "O celular do Carpinteiro" e pela inteligência e saber demonstradas pelo nobre magistrado, solicito sua permissão para transcrevê-la na íntegra em minha dissertação.
Aproveito para me colocar a sua disposição em qualquer visita que faça a Fortaleza.
Atenciosametne;
Marco Antõnio

Gerivaldo Alves Neiva disse...

Prezado Marco Antônio,
permissão concedida.

Aqui mesmo no blog vc pode ler também uma entrevista que concedi sobre a sentença no link:

http://gerivaldoneiva.blogspot.com/2007/08/juiz-gerivaldo-alves-neiva-jornal.html

e também um comentário sobre a sentença no link:

http://gerivaldoneiva.blogspot.com/2009/04/debate-virtual-parte-i.html

Boa sorte em sua dissertação.
Gerivaldo.

Geraldo Löhrs disse...

Prezado Magistrado, são operadores do Direito como V.Exa., que me fazem sentir confiança na Justiça e me dão vontade de concluir meu curso de Direito, abandonado a tantos anos pela decepção que senti, ao deparar-me com o tecnicismo exagerado, a vaidade opulenta e a hipocrisia reinante, nos meios jurídicos.

Sinto orgulho do ilustre Juiz!

Matthews disse...

Sou acadêmico de Direito, e tive contato com essa decisão( o celular do carpinteiro ), logo no inicio do meu curso,a qual foi alvo de pesquisa cientíca, e me fez despertar um enorme apreço pela hermenêutica jurídica. são magistrado desse nível, que nos fazem acreditar em um direito justo e eficaz! esse ilustre magistrado faz cumprir fielmente o tão conheçido brocardo( ibi jus, ubi societas). É de extrema importancia um ser humano como o senhor no órgão judiciário.

Matthews disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivan Carlo disse...

Parabéns! Muito boa a sentença e melhor ainda explicação do porque do uso de uma linguagem coloquial. Linkei no blog. O senhor ganhou um leitor.

JOÃO FELIZARDO, O REI DOS NEGÓCIOS disse...

Excelência,

Seu texto brasileiríssimo merece constar nos anais da nossa justiça.

Quem dera tivéssemos mais magistrados que falassem esse mesmo idioma...

Como sou responsável pela parte jurídica de uma ONG: IDC -Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte, solicito-lhe a especial mercê para publicação da sentença no site da entidade, que em breve estará no ar.

Ainda, quero perguntar-lhe se já sentenciou algum caso de expurgos de poupança dos planos econômicos...

Gostaria de ler uma, na mesma "linguagem" adotada na sentença do marceneiro, tenho certeza que a parte dispositiva seria sensacional!!!

Saudações
Obrigada,

Renata Abalém
Diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte

William Rodrigues disse...

Exmo. Dr. Gerivaldo,

Parabéns pela sentença! Muito clara e objetiva, alcançando seu verdadeiro objetivo de fazer justiça fazendo-se compreender, mesmo por quem não está habituado à linguagem jurídica.
Sou aluno de Direito, e peço sua autorização para que eu retransmita, na íntegra, o texto de sua sentença aos demais colegas de meu curso, bem como a professores.
Gratíssimo,
William Rodrigues da Silva, São Paulo, SP

Milton Vasconcellos disse...

Querido Professor,

Não conhecia esta sua decisão! Li hoje e confesso que me fez chorar...

Parabéns!

Espíritos como o seu é que me estimulam, um deficiente físico, a superar todos os obstáculos, ir a outo município para estudar direito.

Muito obrigado por tudo.

Zon , Nete e Zonete disse...

Tive o prazer de conhecer o Dr. Gerivaldo através do meu professor Clóves e Deus me deu a oportunidade de conhecer esses dois seres humanos incríveis e admiráveis.

Sou estudante de direito e, às vezes, por conta das injustiças que vejo de perto, sinto vontade de desistir. Mas retomo o ânimo ao conhecer profissionais desse quilate e penso que sim, a justiça é possível.

Desistir só irá fortalecer o poderio dos grandes grupos e a opressão contra os oprimidos.

Dr. Gerivaldo a minha mais profunda admiração e votos de muita saúde para que o senhor possa exercer esse belíssimo designio divino.

Parabéns à nós por termos pessoas como Dr. Gerivaldo, Professor Clóves, Ministro Joaquim Barbosa, Dr. Herkenhoff, Dr. Rafael Gonçalves de Paula,Professora Graça Belov, Rita Tourinho...

Anônimo disse...

Aprendi muito

Christiano disse...

Doutor, parabéns por sua sabedoria ao aplicar a lei para fazer justiça, mas ao ler essa sentença admito que me veio uma dúvida. Quando a assistencia técnica emitiu o laudo constatando “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador.”, quiz dizer em outras palavras "telefone foi molhado pelo cliente". A disparidade financeira entre as partes é griante, talvez o marceneiro não tenha a capacidade de entender o laudo, mas fiquei pensando, e se o marceneiro realmente tivesse molhado o celular como disse o laudo?. Seá que a solução mais justa seria condear o fabricante?. Fiquei com isso na cabeça e não poderia deixar de compartilhar essa duvida com o Senhor e com os colegas do fórum.
Um grande abraço!

Anônimo disse...

Ah,se toda sentença fosse assim; simples e objetiva!

kleber disse...

Exmo.Dr. Gerivaldo

Muito se fala em acesso a justiça.
O certo é que por muitas vezes o caminho até ela é sinuoso. Porém em julgados como este,torna o caminho mais reto( recht) e leva o direito para mais perto da justiça.

Fiquei encantado com a preocupação de V. Exc. em levar não só uma decisão justa ao caso concreto, mas tambem compreensível ao principal interessado, que com certeza, encontra sua imagem refletida em muitos brasileiros.
Parabens

Ganhaste mais um admirador

kleber Jeany Mann

Professora Raquel Tinoco disse...

Adorei!!!

valmiadv disse...

Ilustre Juiz,

Como advogado há trinta anos, metade dos quais também como professor universitário, fiquei impressionado com a clareza (e contundência) de suas sentenças, que fazem um bem danado a todos que lidam com prepotentes e de plantão.
Que Deus lhe dê longa vida e contínua sabedoria para nos brindar com seus belos escritos.
A par de meus respeitos, aceite um forte abraço.

Valmi Silva
Araçatuba-SP

Elio Vieira disse...

Primeiramente, parabenizo pela coragem empreendida no texto. Digo coragem, pois não é uma prática comum dentre os Magistrados utilizar de palavras comuns ao povo. Em verdade, na minha humilde opinião, mais valioso é o conteúdo da fundamentação que a sua forma. e diga-se de passagem que já estamos cada dia mais próximos do povo à medida que abolimos o latin, porque não, a exemplo do latin, começarmos a deixar de lado tantos sinônimos desusuais e começarmos a escrever o que o povo possa entender? Para que ao final a parte não se pergunte: Ganhei ou perdi?
Interessante o fato de que eu hoje pela manhã ajuizei uma ação idêntica. Uma pena. Pois se tivesse tomado conhecimento dessa decisão antes meu texto teria sido bem melhor...

Kely Cristina disse...

Primeiramente quero parabenizar o nobre juiz, uma sentença justa e humana, a quase dois anos que estou advogando vejo que tenho muito a aprender, mas sempre trabalhei com advogados de muitos anos de profissão e muitos reclamavam da falta de humanidade de certos juizes, e hoje pude ver que existem juizes que realmente faz justiça...
Com isso lhe desejo toda a felicidade possível em sua profissão e vida para que continue agindo com justiça!!!
Kely Cristina Miguelópolis/SP

E.M. disse...

Gostaria de dizer ao Senhor que ganhou meu respeito e admiração com essa Sentença.

Em tempos que é tão corrente vermos a justiça tão etérea do povo, quase um mito, me dá muita felicidade em ver que existem magistrados com a coragem de fugir dos rebuscamentos usados mais para simular ares de grandeza...

A grandeza de um homem não está na grossura de seu dicionário, mas na sua capacidade de auxiliar aos outros.

Que Deus ilumine cada passo do senhor, e seus esforços para o bem sempre lhe rendam os melhores frutos!

Jorge Bastos disse...

"No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro."

Desculpe ser a voz do "contra".
Mas essa sentença é de um paternalismo atroz que diminui (quando não anula) o individuo. Ele não precisa da "proteção e do cuidado" de um magistrado, mas, pura e simplesmente, que se resguardem os direitos.

Muito além disso, transforma o juiz em justiceiro social. Tudo o que não precisamos é de mais julgadores com a pretensão de
resolverem todas as "injusticas" do mundo.

Enfim...

Lúthien Tinúviel disse...

Professor, gostaria de parabenizá-lo não apenas pro esta sentença, mas outras notas que o senhor vem expondo neste blog que tanto frequento. Senti a necessidade de comentar hoje esta sentença pois lembrei que foi a primeira que li no 1º semestre do curso de Direito na UNEB de Juazeiro. Em 2009, já cursando o 4º semestre na UNEB de Salvador eu fiquei mais satisfeita ao fazer um mini-curso sobre função social da propriedade numa das oficinas do nosso seminário interdisciplinar sobre Questão Agrária. Parabéns pelo seu trabalho!

juninguedes disse...

Um amigo meu da Bahia pediu para entrar neste blog... nossa, parabéns, incrível... sou servidor do poder judiciário do Distrito Federal, atualmente lotado na 4A vara criminal de brasilia, já vi de tudo em sentenças, mas igual a essa,ainda ainda não... acho que foi isso que o Prof José Lyra quis expressar na sua teoria do direito político na matriz funcionalista... fiquei mais motivado... obrigado

Advogado disse...

"No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro".

Muito boa a sentença, mas a parte final foi a melhor!

Alexandre (MG) disse...

Como profissional da área do direito somente posso dizer: "Arrepiei"...que competência...jamais conseguiria alcançar tamanha lucidez

FILOSOFAR? disse...

Meu Deus! Doutor Gerivaldo, eu como uma jornalista em formação só tenho que o parabenizar. Que texto bem objetivo. Colocar algo da justiça que seria uma pessoa leiga jamais iria entender foi perfeito! O senhor conseguiu fazer isso.

Usou todos os criterios da noticiabilidade e domino como uma bela reportagem. A "historinha" fazeria muito sucesso, apesar de ter sido constragedor para o carpinteiro.

De juiz o senhor daria um ótimo jornalista...

RAFAELA RODRIGUES

FILOSOFAR? disse...

Analisar seus textos é demais...
Tudo que precisa o senhor usa...

Codifica, decodifica e nossa população recebe...
RAFAELA RODRIGUES

Wagner Fontenelle Pessôa disse...

Eu já lera esta sentença excepcional, que recebera de um colega, tão desalentado quanto eu, pela forma como, habitualmente, os magistrados lidam com questões de aparente menor importância, como esta. O insigne julgador é, ao contrário, daqueles que enobrecem o seu ofício e contribuem para que as pessoas mais simples acreditem que ainda vale a pena entregar essas demandas aos cuidados da Justiça.
Dar os parabéns ao autor da bela e comovente peça é muito pouco, neste caso. Para ele, a minha sincera e eterna admiração. O que pergunto é: posso reproduzir esta linda sentença em meu site?

Ivênio disse...

Parabéns pela interpretação da essência da palavra JUSTIÇA.

Marilene Martins disse...

Vou seguir seu caminho.

Marilene Martins disse...

Sua sabedoria ultrapassa o que nos ensinam nas faculdades.

Seu exemplo é caminho a ser seguido para que a Justiça esteja de fato ao alcance de todos.

Parabéns!

Anônimo disse...

Parabéns pelo ótimo trabalho. Pois com estas atitudes é que se aproxima a população da Justiça e não com vocabulários dificieis.

Parabéns novamente.

Tharsis Pedreira Rodrigues disse...

Trabalho no Juizado de defesa do Consumidor, sou estudante de Direito da faculdade de ilhéus e cada vez mais admiro Vossa Excelência!
Parabéns!

Cristiane Pereira disse...

Eu aqui, baiana perdida nesta cidade de São Paulo, menos de dois meses de mudança, procurando um grupo para me inserir e achei que o Curso de Leitura e Produção de Textos Jurídicos - a fundamentação, oferecido pela escola judicial do tribunal poderia ser uma boa oportunidade de sair da mesmice de junta petição, numera página e expede notificação, pelo menos por 2 horas semanais. Chego na segunda, recebo umas folhas récem impressas com o material da primeira aula e me deparo, lá pela quinta folha, com esta sentença, minha velha conhecida da disciplina Sociologia do Direito, lá na F2J. Bom, se a professora do curso notou os meus olhos marejados lá na penúltima fileira, deve ter achado que eu estava forçada ali, mas não, são as saudades, aproveitando a mínima brecha para aflorar e mostrar que ainda vai levar um tempo (será que vai?) para que esta sensação de falta, de perda desgarre de mim. Muito obrigada pela oportunidade de expressar o que nem eu sabia que ainda estava tão latente.

Anônimo disse...

Excelência (sim, o senhor faz por merecer a deferência!), sinto-me confortado ao perceber que ainda existem juízes como o senhor.
Por falta de magistrados como o senhor é que casos hediondos (como o ocorrido em Pernambuco, com o paciente Marcos Mariano da Silva) ocorrem no dia-a-dia forense.
Parabéns pela Sentença.
Aislan Queiroz Fontes.

Andréa Pacheco disse...

Simplesmente BRILHANTE!!!

Projeto CRIAr disse...

Caro Genivaldo.
Essa sentença me criou um grande problema. É que reuni um grupo de pessoas a minha volta para leitura em conjunto e, pelo visto, vou ter de levar uma delas para o hospital porque está com uma grande crise de risos. É gargalhadas às alturas e ninguém consegue contê-la. O pior é que quando chegar no posto de saúde não sei se a pessoa vai ser atendida ou vão entender que o caso é de gozação. Podem até chamar a polícia para nos prender achando que estamos de brincadeira.
Se isto acontecer vou cobrar do Rubens Casara que me recomendou a leitura.
Parabéns!
Sergio Nunes

Graciele Kleinubing disse...

Dr. Gerivaldo,

Estou me preparando para a carreira do Ministério Público e seu olhar crítico, e ao mesmo tempo simples, de ver o direito e a justiça me incentiva cada vez mais a amar meu objetivo. A justiça é da sociedade não do juiz. Parabéns pelo seu trabalho.

Flávia disse...

Parabéns Exa.,
Sonho em ser juíza para fazer justiça como o Dr. de forma clara e objetiva.
Parabéns pelo trabalho como magistrado e por ser um ser humano de uma sensibilidade ímpar. Felicidades!

Andrea disse...

Exmo. Dr. só tive a honra de ler sua sentença hje, essas atitudes me emocionam, em ver que há por trás de alguns poucos magistrados uma pessoa com um bom coração e com tamanho discernimento ... Enfim, não existem palavras para elogiar a sua pessoa, a qual me faz acreditar que ainda existe a "esperança". Perdoe-me a ousadia, mas publiquei em meu facebook,com os devidos e mais que merecidos créditos, essa sentença na esperança de levar essa mesma, "esperança" e justiça aos cientistas dogmáticos do Direito...

Fernanda Chagas disse...

Sr. Gerivaldo,
Desculpe-me tratá-lo mais informalmente, sem os títulos e honras que o senhor merece.
Gostaria de me dirigir ao cidadão Gerivaldo, que, certamente, ao proferir sua sentença, retratou a pessoa que mora dentro de si próprio. Quando optei, há alguns anos, pela carreira jurídica, idealizava um modelo de justiça, onde a integridade e a ética seriam (sempre) os meus referenciais. São posturas como a sua que me fazem não perder a esperança, a fé no ser humano, a crença de que existe uma justiça atenta ao clamor social. Obrigada!!

Débora Tavares disse...

Isto, sim, é uma sentença humana, coerente com a realidade. Objetiva, clara. Amei!!! Se algum dia Deus me concedesse o privilégio de me tornar juíza, quero me espelhar em sua sabedoria, cuja simplicidade nos remete ao que afirma as sagradas escrituras:"... nem os loucos errarão o caminho..." Desta Justiça que o mundo precisa. Acessível. Sem rodeios. Nela todos encontram o caminho que buscam. Abraços

José Januário Neto disse...

Dr. Gerivaldo Neiva, fico feliz pelo seu trabalho honroso,pois também quero ser juiz. E o senhor é um ótimo exemplo. A constituição é para o povo.
José Januário Neto, estudante de direito